29/12/2013
LIBERDADE
Nesta presente "quadra festiva", que se repete ao longo dos 365 dias de todos os anos, durante décadas e quiçá ao longo dos séculos, ... a LIBERDADE, é, foi, e continuará a ser um bem escasso, que todos temos que saber usar !...
Meditem pois neste texto, tão metaforicamente rico ! ... e apreciem bem o valor de "um copo de água", quando tantas "guloseimas" o rodeiam !
Usem, mas não abusem e ... "Boas Festas" para todos !
Texto de Almada Negreiros, de 1921, da sua obra "A Invenção do Dia Claro", da "Assírio & Alvim
"Quando entrei na cidade fiquei sósinho no meio da multidão.
Em redor as portas estavam abertas. A multidão entrava naturalmente pelas portas abertas.
Por cima das portas havia tabolêtas onde estava collada aquella palavra que sóbe -- Liberdade !
Entrei por uma porta. Entrei como uma farpa ! Era uma ratoeira, Mãe! era uma ratoeira!
Se eu tivesse entrado como uma agulha podia ter sahido como uma agulha, mas entrei como uma farpa, fiz sangue verdadeiro, já não me esquece.
Aconteceu exactamente. Dei um mau geito nos rins por causa da ratoeira!
Ainda me lembro da palavra -- Liberdade! Mãe! Vou contar-te como foi.
Havia dois vazos iguaes. Um tinha um licor bonito. O outro parecia ter agua simples.
Um tinha a felicidade, o outro não tinha a felicidade. Era á sorte.
A casa estava cheia de gente. Ninguem queria ser o primeiro a começar.
Depois, começaram a beber o licor. Diziam coisas tão felizes! Coisas quentes que enchem a cabeça toda e deixam os olhos escancarados!
Eu vi-os, Mãe! estavam a augmentar a olhos vistos, juro-te!
Os que beberam do outro vazo não divertiam ninguem. Iam-se logo embora. E ninguem já se lembrava d'elles. Só ficaram os que gostavam do licor. Eu fiquei com estes. Eu tambem bebi do licor. Não imaginas, Mãe! nunca subi tão alto! Ainda mais alto do que o verbo ganhar!
Havia uma rã que tinha entrado comigo ao mesmo tempo. A rã tambem estava a augmentar. Depois, quando já estava quasi do tamanho de um boi, a rã estoirou. Coitada! Como antigamente, em latim.
Então, puz-me logo a escorregar desde lá de cima, até aonde eu já tinha amarinhado; desde mais alto do que o verbo ganhar. A escorregar, a ser necessario escorregar, a querer por força escorregar, a custar immenso escorregar, a fazer doer escorregar, a escorregar. -- O verbo desinchar! O verbo desinchar dura muito tempo. No fim do verbo desinchar é outra vez a terra, cá em baixo."
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Obrigado pelos comentários a : Teté, Lis, Majo, Rosa dos Ventos, Graça Sampaio, Prof. João Paulo de Oliveira, Janita, M.A.A., Afrodite.
Para todos, um excelente 2014 !!!
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06/05/2013
ERA UMA POSSIBILIDADE ...
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Calculo que uma grande parte já conheça, mas sempre é bom lembrar.
Creio que, para o que mais de metade deles faz, por cá, isto já seria um "luxo" !
... e por falar nisto, ... porquê tantos ?...
... e ainda a propósito, ... porquê tantos nos municípios e nas freguesias ?...
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24/11/2010
AINDA A GREVE E OS POLÍTICOS

Devo dizer que neste momento me preocupa muito mais a "causa do problema" do que o seu "efeito" ! Se não se "atacar" o problema pela "causa", os "efeitos" continuarão a verificar-se e as Greves de pouco servem !
Todos nós sabemos que o Governo prometeu combater o déficit através de uma grande fatia da redução da DESPESA PÚBLICA e muito menos pelo aumento de impostos, cortes salariais e reduções de benefícios sociais privados.
Todos os nossos GOVERNANTES, DEPUTADOS, E POLÍTICOS DE TODOS OS PARTIDOS, falam ou propôem (sem especificar devidamente) cortes dessas despesas públicas, mencionam algumas sem grande expressão, mas especificam ao pormenor os cortes salariais e os cortes dos benefícios sociais que recairão sobre o "povo", quer trabalhador, quer reformado, quer desempregado, quer quem nada tem !
Ainda não ouvi, (ESTA É A QUESTÃO), NENHUM DELES, de QUALQUER PARTIDO
(porque será ?) falar em:
. Redução do nº dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes.
. Reforma das mordomias na Assembleia da República como, belos almoços a € 1,50.
. Acabar com os milhares de Institutos que não servem para nada e com funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego.
. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores de milhares de euros mês e que poderiam ser evitadas.
. Redução drástica, nas Câmaras Municipais, dos deputados das Assembleias respectivas.
. Acabar ou reduzir drasticamentecom os pagamentos por presença de cada um nas reuniões das Câmaras e Juntas de Freguesia.
. Acabar ou reduzir drasticamente o Financiamento aos Partidos.
. Acabar com a distribuição de carros do Estado a um grande nº de actuais beneficiários dessa benesse e seu uso particular.
. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia.
. Acabar com a renovação "sistemática" de frotas de carros, ou alargar esse período.
. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado.
. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores, Madeira e outros distritos do continente e respectivas estadias em Lisboa, em hotéis cinco estrelas.
. Controlar o pessoal da Função Pública que não está no local de trabalho e que faz trabalhos particulares nesse tempo, para o Estado.
. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos.
. etc., etc..
.... e esta listagem está longe de ser exaustiva !
Será que é só uma impressão minha ou será que é "tabu" (a não tocar) tudo o que diga respeito a lugares políticos e a cortes de regalias de qualquer ordem, desde que digam respeito aos políticos e aos partidos (TODOS) , ou lhes possam reduzir peso e importância ?...
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17/10/2010
A CRISE, O ORÇAMENTO E A ATITUDE
Tarde e a más horas, finalmente, mas sem o confessar, o governo chegou à "dificílima conclusão" que pôs o país "de tanga" com todas as suas megalomanias, esbanjamentos, compadrios públicos e privados, demagogias, cegueira financeira e ouvidos moucos, teimosias face aos sucessivos avisos, péssima governação, incompreensíveis ignorâncias, incompetências e compreensíveis e insistentes mentiras para mostrar as coisas cor de rosa e manter a face, por motivos mais que óbvios !
O facto é que, segundo as sondagens, está a consegui-lo, o que para mim é o enigma dos enigmas !
Não há qualquer dúvida que temos o país e o governo que merecemos !
... e neste contexto, sinceramente, não se compreendem as queixas dos portugueses!
Agora, confronta-nos com uma situação, que encara como a mais natural deste mundo, apenas resultante de uma natural crise internacional de que fomos as vítimas indefesas !
Não confessa nem aceita, contudo, que em devido tempo não a soube contornar actuando de outro modo, de maneira a atenuar ou evitar o descalabro actual.
Vem agora, com toda a inocência e arrogância, apresentar um orçamento cheio de remendos incluídos à tôa e sem nexo, só para dar a ideia que está a fazer o que a oposição pede, sem possibilidades de grande retorno, como se a culpa fosse de todos nós e das oposições, passando-lhes a "batata quente" e responsabilizando-os pelas consequências da não aprovação, lavando as mãos como Pilatos.
Tenha-se em atenção que o PS quer é entalar o PSD, obrigando-o a aprová-lo assumindo o odioso da restante oposição, para gáudio do PS (que ainda se vai rir com isso), ou obrigando-o a reprová-lo assumindo o odioso das consequências políticas de que seremos todos vítimas !
O facto é que temos que apresentar um orçamento aprovado, sem o qual as consequências serão terríveis para todos nós. O governo sabe disso e ri-se na cara das oposições, sabendo que a estas nada será possível fazer !
Além de todos os adjectivos acima, revela ainda o de péssimo carácter !
Um pequeno exemplo (passe o exagero)- o governo pensava assim :
Será que, apesar de todo este flagelo imposto aos portugueses irá continuar a pensar e actuar do mesmo modo ? Deus e os portugueses nos livrem !!!
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15/10/2010
UM DIÁLOGO MUITO INTERESSANTE
Tem cerca de 2 anos, mas é sempre actual.)
Se agora não temos foi porque andaram a desbaratá-lo a torto e a direito !!!

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa.
Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três.
Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos... Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga: - Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo! - Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo. - E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!
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14/10/2010
E O DECRETO DA FOME É PUBLICADO

JOSÉ RÉGIO
SONETO QUASE INÉDITO (e muito actual)
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
Soneto escrito em 1969, no dia de uma reunião de antigos alunos.
Tão actual em 1969, como hoje...
(recebido por e-mail)
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01/10/2010
MAS AFINAL QUEM É QUE MANDA ?
Pois é !
PEC's abaixo e acima, nós cá vamos desbaratando, aldrabando, discutindo, discordando e barafustando, mas "quem manda" é esta senhora e temos que nos render à evidência e quanto mais depressa melhor e "não adianta chorar sobre o leite derramado" !
O mal está feito e muitíssimo mal feito !!!
Também não vejo que se ganhe com agitações de rua violentas, ou populismos fáceis !
A democracia está doente, mas felizmente não acabou e haverá novas eleições !

Não é por se tratar de uma mulher, antes pelo contrário, até não me importaria nada de a ter cá no lugar dos nossos governantes incompetentes de m**** !
Competente e creio que honesta e política autêntica, uma Grande Mulher, à frente da maior economia europeia e com êxito reconhecido !
Soube saír da crise (ou evitá-la) exemplarmente !
Há Mulheres assim ! Pena não ser cá (por onde andam elas ?) !!!
:))) Parece haver quem não a queira ouvir :))) ... pelo menos um, na foto ! :)))
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20/05/2010
IRMANADOS NAS GLÓRIAS PASSADAS E NA POBREZA

"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia:
mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espírito.
Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país caótico que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa da Europa - citam-se, a par, a Grécia e Portugal.”
Escreveu : Eça de Queiroz, in "Uma Campanha Alegre", (1872) pág. 235, edição Livros do Brasil !!!!!!!....
Ou seja, ... ainda estamos em processo de recuperação. Afinal, ainda só passaram 138 anos.
A terapia é que continua a não fazer efeito. Portugal continua a enganar-se a si próprio, praticando o desporto preferido das avestruzes - enterrar a cabeça na areia !
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16/05/2010
SOU O QUE SOU : EU

No post abaixo, eu dizia: “o nosso grande mal foi o da leviandade com que foram encaradas estas expectativas e a incompetência generalizada da nossa classe política em particular e não só dos que estiveram nos governos, mas também de todos os portugueses, em geral.”
Leiam, muito a-propósito, algumas passagens, ou abram o link (há muito para reflectir) :
Crónica de Eduardo Prado Coelho (faleceu a 25/8/07)
sábado, 1 de Dezembro de 2007
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que ...
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde ...
(segue-se um enorme role de características do “português” ) ...
... Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?...
Aqui faz falta outra coisa....
... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar.
Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar....
Agora, depois desta mensagem, ... decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO
11/04/2010
OUTRA FOTO HISTÓRICA
Re-editado
Foto do Acto de Posse do Governo Provisório, no Palácio de Belém, em 16/5/74.
Além dos já identificados ( em 1º lugar) :
Salgado Zenha (Luis Tavares)
Lourdes Pintassilgo (Luis Tavares)
Sá Carneiro (Luis Tavares)
Spínola (Luis Tavares)
Palma Carlos (Luis Tavares)
Álvaro Cunhal (Marota)
Pereira de Moura (Luis Tavares)
Almeida Santos (donatien)
Mário Soares (Marota)
eu reconheço:
Vitor Constâncio
Arqº Ribeiro Teles
Rui Vilar
Raul Rêgo
Mário Murteira
Magalhães Mota
Vasco Vieira de Almeida
Ten. Cor. Firmino Miguel
Conseguem identificá-los pelo nº. ?
A questão era :
Muito poucas semanas depois do 25 de Abril.
Que cerimónia teria sido ?
Que personalidades reconhecem ? Indique pelo nº - eu também não me lembro de todas :))
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29/03/2010
PLANO OBAMA - SAÚDE
OBAMA (Democratas) vs. Republicanos
Plano Obama para a reforma da saúde
Se virmos o Post abaixo,
"Despesas com Saúde vs. Expectativa de Vida"
fica-se surpreendido com os enormes gastos nos EUA.
Acontece que, contrariamente ao que muitos pensam, qualquer outro país (nomeadamente nós), tem um sistema de saúde público, muito mais vantajoso que os EUA.
É normal, lá, que qualquer dos considerados ricos, tenham que vender a sua casa ou outros bens para fazer face a custos inesperados de uma operação mais complicada, assim como, normal, que outros que não são ricos, não possam fazer face às despesas que os cuidados de saúde lhes acarretam.
Muitos dos anteriores Presidentes Democratas têm travado uma grande luta contra os Republicanos, pretendendo desde há muitas décadas alterar este estado de coisas, mas não têm conseguido.
Finalmente, Obama cumpriu uma das suas principais promessas eleitorais !
Na prática, todos os americanos passarão a ter um plano de saúde.
O governo espera que os cerca de 32 milhões de cidadãos do país que hoje não têm cobertura porque não têm dinheiro para isso, passem a ser protegidos.
Muitas dessas pessoas passarão agora a receber incentivos fiscais para pagar o próprio seguro.
Outros, vão passar a ter acesso a um plano público de saúde financiado pelo governo para a população de baixos rendimentos.
As empresas de saúde não mais poderão rejeitar novos clientes por considerá-los “doentes demais”, uma prática corrente nos Estados Unidos.
O plano de assistência pública de saúde para americanos com mais de 65 anos também será concretizado.
Haverá melhores condições de reembolso e descontos em alguns remédios.
Jovens poderão continuar como dependentes no plano de saúde dos pais até completar 26anos.
Os americanos mais ricos, esses, terão que pagar mais impostos para financiar o plano e como será evidente, os
Republicanos tentarão parar a reforma de Obama.
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25/02/2010
A CRISE FINANCEIRA NA GRÉCIA







Segundo a Associated press
(actualizado 3:06 ET 24 de Fevereiro de 2010)
Na Grécia, cerca de 50.000 manifestaram-se em greve contra o plano de austeridade do governo, com cortes orçamentais exigidos pela União Europeia, que visam atenuar a crise da dívida do país.
Grupos de jovens anarquistas vandalizaram bancos e lojas comerciais vendo-se confrontados com a polícia, como as imagens mostram.
O governo de Atenas está a lutar para acalmar a crise e temem-se os reflexos para outros países em situação financeira próxima, como Portugal, Espanha e Itália.
Pesquisas de opinião pública sugerem que os gregos deveriam realmente reconhecer a necessidade destas medidas dolorosas, que têm que ser tomadas, custe o que custar.
Novas pressões para cumprir a sua promessa de controlar os níveis de endividamento do país aumentaram ontem, com a notícia de que poderia baixar de novo, o rating do país, dentro de um mês.
A Grécia já impôs grandes cortes de gastos, mas há grande pressão da UE para cortar aos salários dos funcionários públicos.
O euro poderá, por tudo isto, vir a afundar-se face ao dólar.
............................................................
Os portugueses deverão ter presente que a nossa situação não está muito distante da grega e há que manter os “cintos apertados” e muita calma e paciência para ultrapassar uma situação que veio sendo gerada de ânimo leve em toda a Europa, nos últimos anos, com esbanjamentos (à grande) muito para além do que seria possível e lógico e de que os resultados poderão vir a ficar à vista, não tardará muito tempo.
Este governo, que não tem ajudado em nada e absolutamente ciente da situação, pretende apenas sobreviver e não poderá “esconder” por muito mais tempo a nossa real situação.
Já é, no entanto, mais que tempo, para que nos deixemos de politiquices e intrigas partidárias irresponsáveis.
O mal está instalado, há que ter consciência disso e há que saír dele custe o custar, mas com custos sociais que serão enormes.
Ninguém poderá “atirar a primeira pedra ou lavar as mãos, como Pilatos”, porque todos foram responsáveis à sua maneira.
O vendaval, infelizmente, está longe de ter terminado..
20/02/2010
MAIS "ABERRAÇÕES" MILITARES

O coronel Morais e Silva, um dos capitães de Abril, denuncia o que para si é «uma vergonha» e «um escândalo».
Refere-se à Reconstituição de carreiras .
Ex-militares «estão a roubar o Estado» e que «A podridão é total».
Diz que as promoções não param e que esta quinta-feira, 18, foram publicadas em Diário da República as promoções de mais 17 antigos militares que se dizem prejudicados pela sua participação no 25 de Abril, classificando-os de «garimpeiros» , explicando que na lista que hoje foi publicada existem casos de antigos militares que saíram das Forças Armadas porque quiseram e que agora vieram reclamar ter sido obrigados a isso.
Mais: acusa a comissão da reconstituição de carreiras, presidida pelo almirante Martins Guerreiro, de estar a «desencalhar» processos que o anterior presidente se recusou a aprovar, e que estes “assaltos” não têm fim à vista.
Trata-se na verdade, de mais uma ABERRAÇÃO dos militares (ou ex-militares) sem escrúpulos.
É caso para dizer: Fartai vilanagem ! Roubem enquanto houver ordem para roubar e enquanto é tempo ! O exemplo vem de cima e isto está por um fio !
Haja moralidade, ou roubem todos, que o país está a saque !
Recorde-se que, Morais e Silva foi graduado em general para ocupar o cargo de chefe do Estado Maior da Força Aérea, após o 25 de Abril. Este ilustre militar foi apelidado pelos seus pares como o melhor piloto de jactos de guerra tendo-se notabilizado, durante a invasão de Timor-Leste pela Indonésia.
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18/02/2010
"ABERRAÇÕES" MILITARES

Afinal eu andava enganado ! ... Julgava eu que os militares que tinham "feito" o 25 de Abril, fossem gente de vanguarda e progressistas, defensores das "ditas" amplas liberdades, (por muito que elas custassem aos mais conservadores). Afinal, não é bem assim !
Fiquei surpreendido ao ver hoje na imprensa, que há um grupo de, para já 25 dos ditos militares (curiosa a coincidência do número) que publicou uma “Carta Aberta” contra a lei que permite o casamento entre homossexuais, que consideram ser uma “ABERRAÇÃO”.
Dizem eles que "Os militares do 25 de Abril estão descontentes com o rumo de certos acontecimentos" e acrescentam que : “acontece que os militares que fizeram o 25 de Abril foram pessoas que arriscaram toda a sua carreira por algo em que acreditavam”.
Contentem-se comigo, que também eu acreditava em muitas outras coisas bem diferentes daquelas por que estamos hoje a passar!
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29/01/2010
SEJA O QUE FOR,... EU ESTOU CONTRA !
Ver este vídeo de apenas 56 segundos, do Groucho Marx:
"Seja o que for, eu sou contra!", fez-me lembrar a nossa situação político-partidária no que respeita ao comportamento de todos os partidos na Assembleia da República.
Atendendo à época em que foi filmado, é quase profético:
"Eu sou contra isso... seja o que for!"
Já é mais que tempo para encararem a política com seriedade, fazer política de acordo com os interesses dos portugueses e do país e não dos seus próprios interesses partidários.
Chega de brincadeiras, meus senhores, que isto não é nenhum circo !!!
Esta atitude, de "estar contra", seja qual for a proposta, por muito boa que seja e seja qual for o partido que a sugere, desde que não seja o próprio, é uma das razões pela qual, estamos a caminhar para um declínio, que pode ser fatal.
É mais perigoso para nós do que qualquer crise financeira.
Esta atitude, é a atitude predominante, até há bem pouco tempo.
Isto é a realidade dos políticos e de uma boa quantidade dos Portugueses, que ainda não tomaram verdadeira noção do "buraco" em que todos nós estamos metidos e já é mais que tempo de acordar para a realidade.
Acabemos com o :
"Seja o que for,... eu estou contra."
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19/01/2010
O "FLOP" DO ALQUEVA !
. Vista do Castelo de Monsaraz (no Verão)
Já imaginaram um TGV ou um Aeroporto, sem clientes ?
Se as vias férreas de alta velocidade, as obras de arte, as expropriações, as composições, as manutenções, as pistas, as instalações, os aviões, existissem ou circulassem, mas sem servirem ninguém ?...
Não será bem a mesma coisa, mas não andará muito longe disso.
Talvez mais, um coração robusto e saudável a bombear perfeitamente o sangue para um corpo isento de vasos sanguíneos, levando os seus orgãos e os tecidos à morte !...
O “Projecto Alqueva” foi pensado e foi reconhecido o seu interesse, na década de 50.
Reconhecia-se já nessa altura, a importância da irrigação e não só, daquela vasta área Alentejana, árida e carente, mas faltava coragem política para levar o projecto para a frente. Temia-se estar a contribuir para a consolidação da Reforma Agrária e para o avanço do comunismo.
Nessa altura o Alentejo representava uma forte ameaça para o poder político e sofreu por isso.
O Alqueva tem 250 Km2 e a zona de Reguengos de Monsaraz cerca de 200 km de margem. É a maior albufeira de barragem da Europa, que atinge hoje recorde de armazenagem de água, na sua cota máxima. Apesar de tanta água em redor, os agricultores vêem-se obrigados a construir os próprios poços ou furos, para captação de água privada, para irrigação das suas terras e o seu gado isolado em autênticas pequenas ilhas, donde é difíl retirá-lo, alimentá-lo e evitar que adoeça ou morra, naquela situação.
A situação actual faz-nos pensar que não havia "Projecto" para o pleno e potencial aproveitamento de todo este enorme investimento de base, quando lançado. De outro modo, não se deixaria o "projecto" a meio, ou a menos de meio para se estar agora a pensar nas "megalomanias", antes de acabar o que foi iniciado.
A sua promoção baseava-se "no grande segredo" do crescimento e desenvolvimento do Alentejo, nas suas várias vertentes. Iria ser "uma coisa do outro mundo" !
Estratègicamente, o Parque Alqueva estava vocacionado para:
1 - A componente agrícola, que seria, sem qualquer dúvida, a maior obra de irrigação colectiva jamais realizada em Portugal, para beneficiar uma área com cerca de 12 mil hectares ;
2 - A criação de emprego, na sua construção e o pleno emprego na exploração posterior, nas várias componentes a explorar;
3 - O Alqueva eco-turístico, que atraíria gente de todo o mundo ao Alentejo, que seria um extraordinário pólo de atracção eco-turística ;
4 - O Alqueva energético que forneceria uma boa parte das necessidades.
A componente energética, que sem chegar a ser um flop, nunca atingiu o sucesso.
Mas pergunta-se hoje: qual o real “valor acrescentado”, para além da beleza da paisagem ? ...
Flop na componente agrícola,
Flop no plano de irrigação,
Flop no programa de emprego,
Flop no plano turístico,
Semi-flop no plano energético.
Neste momento, o Alentejo só tem um grande problema: o próprio Alqueva !
A sua albufeira e toda aquela massa de água, representa hoje, outro enorme elefante branco, que ninguém tem capacidade de resolver.
Rui da Bica .
04/01/2010
O DILEMA DE SÓCRATES
(Previsões de um “bruxinho”, para os próximos 6 meses.)
Após as últimas “brigas”, (governo vs parlamento ; Sócrates vs Cavaco ) aguardemos o “estouro” que vai dar a discussão do Orçamento para 2010 !
Sócrates continuará a fazer-se de vítima, a dramatizar a luta política e arrogar-se o direito de governação, sem ter em conta que o seu governo é minoritário.
A oposição continuará a pretender fazer sentir que tem uma palavra a dizer, porque está em maioria.
Os conflitos vão agravar-se e a “campanha eleitoral” irá começar já a dominar a política.
Sócrates já reconheceu que o tempo escasseia, que a perda de popularidade, sua e do PS, está em queda, mesmo sem oposição a justificá-la e que é urgente para si que o Presidente dissolva o Parlamento e convoque novas eleições, logo que lhe seja possível. Para isso, tem que o "provocar" e fornecer-lhe motivos.
Tem 2 razões fundamentais para isso :
1º- Não dar tempo a que a oposição se recomponha criando situação de vazio de lideranças credíveis que se lhe oponham,
2ª- Criar espaço para um candidato presidencial PS, tendando fragilizar e descredibilizar Cavaco Silva.
Esta será a sua estratégia se não passar muito tempo. No seu ponto de vista só terá a ganhar com isso. Há provavelmente ainda, uma maioria significativa do país que não está devidamente politizada e continuará a ser arrebanhada para o voto no PS, como se este fosse o Benfica, até por falta de alternativas, o que será muito mau!
Por outro lado, esta atitude poderá ser-lhe também adversa se a situação se mantiver como está, por mais alguns meses.
A situação económica não tem qualquer hipótese de melhorar, antes pelo contrário.
O desemprego, por falta de crescimento económico continuará a aumentar.
O agravamento do déficit externo. a caminho de níveis insustentáveis, será um facto impossível de suster a médio prazo e sem grandes, muito grandes, apertos de cinto dos portugueses,
Não vejo que a médio prazo Portugal se torne competitivo de modo a equilibrar sequer, a balança de transacções correntes e não havendo aumento de exportações e melhoria de produtividade, não há de modo algum condições para aumentos de ordenados, reais. Chegados a este ponto (mais alguns meses), Sócrates, já não será o mesmo Sócrates em que ainda muitos teimam em acreditar. A sua popularidade estará de rastos. Nesta altura será tarde demais para ele e ficará refém do Presidente ou dos partidos, se já reorganizados e credíveis.
É por tudo isto que eu digo que ele próprio terá que precipitar os acontecimentos, antes que seja tarde demais para si, porque para os portugueses já o foi há muito tempo.
Quanto a TGV’s, novos aeroportos e outros projectos megalómanos, escusam de estar preocupados, porque de qualquer modo, de uma maneira ou de outra, irão esperar por “novos dias” !
Rui da Bica
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28/12/2009
O PALHAÇO

Tenho sido qualificado de exagerado, pessimista, arauto da desgraça e outras coisas do género.
Tenho escrito ou transcrito muitas denúncias e repúdios à situação política a que se chegou neste país de "Palhaços" (sem ofensa aos profissionais do circo).
Devo esclarecer que sou, neste momento, apartidário, porque não reconheço nas cúpulas partidárias actuais, alguém com qualidades suficientes para nos governar.
Devo ainda acrescentar que cheguei a considerar Sócrates em fins do 2º ano de governação, o melhor PM que já tinhamos tido.
O têxto abaixo foi escrito pelo jornalista Mário Crespo. Não o tinha visto publicado. Recebi-o por e-mail e como está muito na linha do que "Coisas da Fonte" tem comentado, como aqui se poderá ver, aqui vai:
O PALHAÇO
2009-12-14
MÁRIO CRESPO, JORNALISTA
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento e acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado.
O palhaço é um mentiroso.
O palhaço quer sempre maiorias absolutas. O palhaço é absoluto.
O palhaço é quem nos faz abster, ou votar em branco, ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços.
O palhaço coloca notícias nos jornais.
O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço e a outro e são iguais entre si.
O palhaço mete medo, porque está em todo o lado e ataca sempre que pode e ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço.
O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.
O palhaço não tem vergonha.
O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais também.
O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter, ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.
O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar.
E o palhaço cumpre.
E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua, sem dinheiro, a fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba dinheiro público e quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria e vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha.
O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.
Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples:
Ou nós, ou o palhaço.
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09/12/2009
UMA REPÚBLICA EM SUCATA
Pelo que diz a imprensa ele confessa que apenas jantou com o sucateiro em Vinhais, onde houve quem visse ele ter recebido uns "robalos" e daí a sua confissão. Quanto ao "resto", como não houve testemunhas (?), ele julgou-se e afirmou-se inocente porque ninguém viu o sucateiro entregar-lhe dinheiro nem ele exercer qualquer tráfico de influências !...
... mas que grande "injustiça" ! Vinte e cinco mil euros apenas por uns quilitos de robalos !!!... ao que nós chegamos.
Que a vida está cara, todos sentimos nos bolsos, agora cara desta maneira !!! ...
Coitado do Vara !... por isso, o BdP lava daqui as mãos, diz que sucata não é matéria que tenha a ver com a Banca e já estão a pensar reintegrá-lo !
Não haja dúvidas, este Portugal é mesmo uma República de Bananas, ou melhor : é uma República em Sucata !
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16/11/2009
SE NÃO É VERDADE,...VOU ALI E VENHO JÁ !

Na Alemanha, tudo é permitido, excepto o que é proibido.
Na Espanha, tudo é proibido, excepto o que é proibido.
Na Rússia, tudo é proibido, mesmo o que é permitido.
Na Itália, tudo é permitido, especialmente o que é proibido.
Em Portugal, tudo é permitido, dependendo de quem o pratica.
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