Como se de um presépio se tratasse, as suas casas de xisto, dispostas em socalcos e anfiteatro, encosta abaixo, por entre sinuosas e estreitas ruelas.
Uma aldeia em que a única edificação de outra cor (branca) é a igreja, que assim se destaca do xisto de toda a aldeia !
Curiosamente todas as portas e janelas são pintadas a uma só cor, azul, porque era a única que a loja local vendia, tal era a inacessibilidade do lugar.
Em 1978, a povoação foi classificada como "Imóvel de Interesse Público" .
Consta que aqui , neste "Fim do Mundo", local de refúgio e isolamento, se refugiou Diogo Lopes Pacheco, o único dos assassinos de D. Inês de Castro, que conseguiu escapar à vingança de D. Pedro I.
Por isso, aqui se refugiavam assaltantes, de entre os quais , os mais conhecidos, os célebres João Brandão (a tocar o violão) e o José do Telhado.
Para quem gosta de "Caminhadas" tem aqui um belíssimo percurso, curto e belo até à belíssima "Foz d'Égua" (apenas 2,8 kms a pé, por caminhos serranos) .
De carro (ou também a pé) terá que se seguir pela estrada (na direcção da Serra da Estrela) e fazer 3,5 kms.
Sugere-se um almoço no Restaurante Guarda Rios, já em Barriosa, Vide, Serra da Estrela, a 10 kms de Foz dÉgua , onde se poderá apreciar as maravilhosas cascatas do "Poço da Broca".
ALDEIAS HISTÓRICAS :
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